quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vida de M*

Vida de Merda
Não, não estou falando daquele brilhante site humorístico que faz sucesso mostrando “desgraças fictícias”, e algumas reais, na web. Estou falando mesmo é da vida de merda que, atualmente, nós gremistas estamos vivendo.
Ontem, mais uma vez, presenciamos outro filme de terror no Monumental. Noite fria, um clima tenso no estádio, torcida veio “a fim de atucanar a vida”. O jogo começou, senti que alguma coisa ruim aconteceria, mas segui sempre acreditando que sairíamos com a vitória.
Dentro do campo, vi um time guerreiro, motivado. Princípio de volta daquela boa e velha “cara de Grêmio” que eu me acostumei a ver. Mas, apesar da motivação, vi um Grêmio afobado, ansioso e intranquilo no gramado. Resultado: rapidamente, o esquema de três volantes e um único articulador, Escudero, sucumbiu diante do Atlético-MG. A equipe de Dorival Jr. rapidamente ganhou o domínio do meio-campo, Magno Alves e Richarlyson faziam uma bela parceria, alimentando o bom centroavante André.
Julinho Camargo tentou repetir o esquema que deu certo, em parte, contra o Flamengo na partida de ontem. É, tentou. Não deu certo, ficamos sem jogadas, Lúcio ficava quase sempre sozinho na esquerda e, praticamente o jogo inteiro, nossa válvula de escape eram os avanços de Mário “Monstro” Fernandes, que teve uma atuação de luxo ontem. Nosso “lateral-zagueiro-volante” deu um show, com direito a arrancadas empolgantes, dribles e criação de jogadas. Tanto que foi ele quem sofreu o pênalti que originou nosso segundo gol, de Fábio Rochemback, outro de atuação muito boa ontem.
Mas, quando a vida é de merda, não adianta “limpar a cagada”. Abrimos o placar com o garoto Leandro, que voltou a jogar bem. Uma descida rápida de Escudero, um chute forte e seco do garoto. Festa na arquibancada. Porém, como diz o ditado, “alegria de pobre dura pouco”. No lance seguinte, André recebeu uma bola em contra-ataque e rapidamente livrou-se de Rafael Marques e encheu o pé. Empate do Galo numa bola inapelável para o goleiro Victor.
O time do Grêmio continuou pressionando, de forma afoita, às vezes. Eis que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Surge o segundo gol do Grêmio, que eu havia referido algumas linhas atrás. Mais uma das descidas rápidas de Mário Fernandes, triangulação com Rochemback e, rapidamente, nosso camisa 13 estava na pequena área pronto pra finalização. O Capitão bateu forte, seco, com a mesma calma e categoria de sempre. Pronto, agora é concentrar, segurar o Atlético e manter a vitória.
Desgraça pouca é bobagem, não é mesmo? O Grêmio faz o gol e toma contra-ataque, igualzinho ao lance do empate. Neto Berola, de boa atuação pelo Galo, invade a área, leva a marcação, passa por Victor e bate. Ufa, Lúcio salvou e mandou pra escanteio. Vibração no campo e na arquibancada.
Escanteio pro Atlético-MG. Nossa defesa, que já não é mais confiável como em tempos atrás, vacila. Leonardo silva subiu, na linha da pequena área. Um TIJOLO, daqueles que eu me acostumei a ver o Réver, que, aliás, quer voltar pra casa, acertar nos seus tempos de Grêmio. A bola passa pelo Victor, morre na rede e mata a esperança da nação Gremista. Todos crucificando nosso goleiro, alegando que ele falhou. Digo, não só pra defender Victor: Ele não falhou. Não há goleiro que aguente uma zaga que deixa o adversário subir sozinho da forma que Leonardo Silva subiu. Eu fui goleiro, sei como funciona.
A vida segue, o cenário é triste e aponta para a volta de Celso Roth. Pasmem, seria a QUINTA passagem dele pela casamata gremista. A direção segue “fritando” treinadores. Foi assim com Renato, Julinho também está pagando por isso. Mas temos que acreditar e seguir firme. Nós somos a alma do Grêmio. O Grêmio precisa de nosso apoio e nossa força. Força e Raça, meu Grêmio!

Um comentário:

Diego Baldi disse...

Bom texto maurinho.