quarta-feira, 6 de março de 2013

Primeira Goleada na ARENA‏


Saudações tricolores!

O jogo contra o Fluminense mostrou o tricolor que esperávamos. Hoje, em casa, contra um Caracas que tinha surpreendido o Huachipato e dado trabalho pro Fluminense esperamos um jogo duro, difícil, e a qualidade tricolor fez o jogo fácil. O placar de 4 a 1 retrata o que foi o jogo. A torcida compareceu e presenciamos a primeira goleada tricolor na Arena.

Werley mostrou que é o melhor jogador do sistema defensivo tricolor. Tem marcado sua forte presença em duas áreas. Cris mostrou toda sua força nas divididas, postura de xerife. Pará jogou muito bem, André Santos se mostrou mais preocupado com a defesa nesta partida e quando subiu foi com qualidade. Dida foi bem. Não vi falha dele no gol do Caracas, o que não seria o fim do mundo, mas mostrou grande segurança em todos outros lances.

Nosso meio-campo foi luxuoso. Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto jogaram muito. Firmeza e qualidade, os passes do Elano foram milimétricos. Zé Roberto fez dois gols e perdeu outros dois, aparecendo sempre com qualidade. O grande comentário depois do jogo, inclusive da imprensa do centro do país, é que Zé Roberto tem a vitalidade de um garoto, além da grande qualidade e experiência.

Vargas e Barcos se mostram uma dupla de grande qualidade. Vargas não fez seu gol, mas deu passes, buscou o jogo, driblou, abusou da sua velocidade e categoria. Barcos fez seu gol, participou em outros, manteve o nível. Barcos é o tipo de jogador que ajuda na marcação, buscando a recuperação da bola sempre. Com certeza é uma dupla de ataque com grande qualidade!

Vanderlei Luxemburgo escalou o que tinha de melhor. Suas escolhas se justificam, o time se acerta e os dias de treinamento se mostraram acertados. Esta equipe ainda vai crescer muito durante a temporada. Entraremos em todas as competições com reais chances de vitórias e títulos.

O treinador destacou que não podemos nos empolgar demais com a vitória, assim como não fazemos terra arrasada na derrota. A tendência é chegar mais forte na frente, pra buscar o título, não adianta ter o auge hoje. Luxa projeta que estamos no caminho certo e que vamos ganhar títulos importantes. O importante é fazer planejamento. A equipe é ter 80% da base pronta e aprimorar, como estamos fazendo. Isto não é da noite pro dia, é um processo. 

Agora é jogar contra o Caracas e dar mais ritmo de jogo com o Gaúchão no segundo turno. Ao mesmo tempo deixar a Arena crescer a grama e se tornar em todos sentidos o grande palco que deve ser. Este ano estamos muito perto de pintar o RS e a América de Azul, Preto e Branco.

@gremistaoficial

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dois times

Toda vez que um time disputa duas competições paralelas se abre um debate, sobre quais times devem entrar em campo.

Alguns torcedores, comentaristas e especialistas acham que se deve priorizar uma competição, colocar força máxima em uma apenas e abrir mão de outra e ir com os chamado "time B".

Outros, acham que jogador deve jogar, ir com força máxima em tudo.

Eu já fico num meio termo, colocar força máxima em um, e os "quase titulares" em outra. Criar forma o time,  os reservas devem estar prontos pra substituírem em qualquer ocasião, prontos pra jogo.

O Grêmio hoje tem muitos jogadores e joga a Libertadores e Gauchão. Acho que em jogos decisivos do Campeonato Gaúcho se deve ir com os "reservas titulares", e claro, com o "profexô" no banco de reservas.

Vejamos a escalação ideal pra quarta-feira no confronto da Libertadores:


Dida (Grohe), Pará, Cris, Werley e André Santos (Telles); Adriano (Fernando), Souza, Zé Roberto e Elano; Vargas e Barcos.

** Time “ideal” do profexô, entre parênteses os que eu acho que deveriam ser os titulares da posição.

E pro domingo, um clássico, uma vaga na semifinal o time entraria em campo com os seguintes atletas:
Grohe (Dida), Toni, Saimon, Grolli (Gerson) e Telles (André Santos); Fernando (Adriano), M. Antonio (Misael), Deretti e Bertoglio; Welliton (Kleber)  e Moreno.

Porque não, é o mesmo plantel, que treinam juntos e que estão lutando por uma vaga entre os 11 principais



@markynhos85

sábado, 2 de fevereiro de 2013

ISSO É GRÊMIO


Muda-se estádio, muda-se competição, muda-se uniforme, mas não muda o jeito GRÊMIO de ser. Ganhamos e perdemos, mas sempre dessa maneira. Seria simples ter feito gols em Quito, mas não seria o Grêmio, seria simples ficar em um 0 a 0 na Arena, mas também não seria o Grêmio. Poderíamos ter goleado, nos classificado bem, ou ter caído na onda de provocações e ter sido eliminados precocemente da Libertadores.

Mas não, isso não seria ser o GRÊMIO.


O Grêmio precisava jogar melhor em Quito, dominar a partida. O Grêmio precisava que o goleiro contestado pela maior parte da torcida saísse machucado, precisava que o heroi de muitos, entrasse em campo e em seu primeiro lance tomar o gol da derrota na altitude.

No jogo da volta, na estréia da casa nova, o Grêmio precisava cair na onda da "cera" no primeiro tempo, precisava do grito das arquibancadas, precisava de um chute. Do chute de Elano!

O Grêmio precisava que algo acontecesse de errado, para os jornalistas desviar a atenção da vitória gremista. O Grêmio precisava que alguns corneteiros já criariam discórdias com a avalanche, o Grêmio precisava ir para a decisão de pênaltis na primeira partida oficial da Arena.

Nas penalidades, o Grêmio precisava ser o primeiro marcar um gol, o Grêmio precisava ser o primeiro a errar, o Grêmio precisava virar a decisão, precisava levar para a sexta cobrança. O Grêmio precisava da audiência dos amargos até a madrugada.
O Grêmio precisava dos pés de Elano, o Grêmio precisava dos pés de Galatto para inspirar os pés de Marcelo, assim como precisou dos pés de Renato, o homem gol!


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

2013 Começa agora!‏


Saudações tricolores!

Que noite meus amigos, que noite! Linda nossa torcida nas manifestações de apoio e solidariedade à tragédia de Santa Maria.

Foram 180 minutos de futebol em que claramente fomos melhores que a LDU, mas tivemos o azar de tomar um gol fora que nos obrigou a jogar pressionado, como sempre, em casa. Ontem o time se empenhou e enfrentou um time fechado, com atletas experientes e que buscaram valorizar cada segundo, com cera, catimba, malicia enfim, sabiam que o resultado da ida dava uma vantagem pequena, mas considerável.

Estava em jogo o destino de nossa temporada! Não vou entrar no desempenho de cada jogador, mas vou destacar que a Arena nasceu com um grande susto e uma grande vitória. O gol do Elano é daqueles pra ser visto dezenas de vezes, pela importância e pela beleza do chute. Nos pênaltis os meninos estiveram firmes, batismo de fogo para todos, inclusive para o Marcelo Grohe, grande herói de ontem, que mostrou estrela ao buscar o pênalti, mas que ainda, nesta questão especifica dos pênaltis, tem que aprender com o Dida e procurar não adivinhar o canto na hora das cobranças.

Depois do gol a avalanche mostrou que a Arena ainda não estava preparada para torcida gremista. Isto acontece em um momento de comoção e preocupação nacional com medidas de segurança, buscando evitar que outras tragédias ocorram, faz com esta iniciativa, bonita, mas perigosa. Todas as medidas necessárias para segurança da torcida devem ser tomadas. Realmente defendo a torcida de pé, atrás do gol, como uma verdadeira muralha azul, mas um denominador comum tem que ser encontrado urgentemente. Este setor foi pensando pra torcida, é o setor mais popular, deve se adequar a realidade e não o contrário.

Luxa queria Dida e Cris como pilares de experiência. Quis o destino que Marcelo, Saimon, Bressan e Alex tivessem destacada atuação. Tony mostrou que esta abaixo destes entre os jovens. Deretti entrou bem, mas precisamos de um reserva mais experiente para Elano e Zé Roberto. Não podemos esquecer que tem jogadores que precisam de mais partidas pra superar o cansaço e ontem foi somente o segundo jogo, que também foi uma segunda guerra de nervos. Vargas é um jogador diferenciado. Já disse ontem no twitter: se o passe dele é fixado em treze milhões de euros, que o Koff vá buscando formas ou parceiros para comprar este guri. Se manter este futebol em títulos ou numa breve revenda ele se paga.

Gente, agora falando de projeções. Insua foi uma grande perda. Seria um lateral muito bom e acabou indo pro Atlético de Madrid. Agora temos que buscar no mercado um lateral, um meia e um zagueiro. Outros negócios podem surgir, podemos além de inscrever 30 (temos hoje 25 e Kleber, Fábio e Bertoglio lesionados ficaram pra segunda lista) trocar nomes da lista anterior. O tricolor segurou pois precisava saber se iria se classificar para saber o nível de investimento que deve ser feito. Agora não temos mais a concorrência com o mercado europeu, o que ajuda na concorrência, mas dificulta, pois caso o clube não tenha substituto dificilmente aceita liberar um atleta diferenciado. O Napoli só liberou o Vargas depois que trouxe outro atacante pro grupo.

Agora podemos dizer que 2013 começou e começou bem. Temos uma casa, que tem que ter muitos ajustes, mas será uma grande casa pro tricolor. Podemos lamentar que pegamos a LDU, mas foi bom, já eliminamos um concorrente direto na disputa e poderíamos ter cruzado com eles mais adiante na Copa, o fato é que estamos na Libertadores 2013, fase de grupos e teremos Fluminense e depois adversários que não podem ser subestimados. Todos os pontos são fundamentais. Este ano vamos pintar o RS e a América de Azul, Preto e Branco. Vamos tricolor!

@gremistaoficial
@getuliovargasjr

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ESPERANÇAS RENOVADAS: COMEÇA 2013!‏



Depois de semanas sem jogos e de muitas especulações, contratações e “crises” diárias, que as vezes procediam e muitas outras que somente jornalistas e fontes fictícias conheciam, voltamos pra bola rolando. Não podemos nos importar com a imprensa, eles querem vender, se crise vende e a torcida comenta, eles seguem inventando, especulando e algumas vezes acertando. Temos que nos preocupar

Hoje temos um trio que comanda o tricolor, Koff, Rui e Luxemburgo, dois destes multicampeões e com larga experiência, outro, Rui, que tem se mostrado conhecedor do mercado e com futuro promissor na tarefa. As contratações de Souza, Willian José e Vargas, confirmadas e Ínsua, faltando anúncio oficial, mostram sua capacidade.

A vida indica que teremos um time titular de boa qualidade e com alternativas. Vejamos:
Dida, Pará, Cris, Werley e Ínsua (Fábio Aurélio), Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto, Vargas e Marcelo Moreno. Neste time todos são jogadores com passe vinculado do Grêmio, menos Vargas, que tem passe fixado. Este time todo foi montado com a cara do Luxemburgo, as peças que ele acha importante em cada posição, para montar o time que ele deseja.

Teremos um grupo ainda com jogadores qualificados: Marcelo, Tony, Alex Telles, Saimon, Grolli, Léo Gago, Marco Antônio, Deretti, Bertoglio, Wangler, Willian José, Leandro, Kleber, André Lima, os meninos que vieram do Juventude, os meninos da base, com destaque para Tinga, Gerson, Misael, Fábian, Paulinho, Gustavo, goleiros da base e outros destaques.

Claro que ainda faltam peças importantes para compor grupo. Acredito que volante, meia mais experimentado e zagueiro experiente seriam os que tem que ser buscados para a fase de grupo da Libertadores. Nosso grupo é difícil, e como contar pontos é fundamental, os confrontos com o Fluminense serão jogos para medir força e chances na competição e para chegar na fase de grupo enfrentaremos uma equipe que foi campeã recentemente, e que não treme diante de camisa ou adversários tecnicamente mais fortes: a LDU.

Nos livramos de jogadores que não teriam destaque e pesavam na folha, entre os quais Vilson, Marquinhos, Edílson, Pico e Gabriel. Este último que foi embora para o coirmão e dados de blogs amigos destacam que economizamos R$ 3 milhões em salários, no mínimo. Acredito que pode ser um lateral bom lá, desde que o Dunga prenda os laterais para suas subidas, mas aqui não tinha vontade e nem o Luxa poderia montar um esquema pensando nele. Luxa gosta de volantes que saibam sair jogando e laterais que marquem e apoiem, nesta ordem.

O Banguzinho, ou Time B do Grêmio estreiou neste final de semana com vitória convincente, fora de casa, contra o Esportivo. Para o time principal muitas vezes foi difícil estreiar com vitória, imagina para o Time B. Grande feito dos meninos, destaque para Lucas Coelho, Deretti, Paulinho, Gustavo, Misael e Tinga, além do Busato. Deretti mostrou ter condições de estar no grupo principal e começar a ser preparado para substituir com o tempo algum dos medalhões, Lucas Coelho, se confirmar a boa impressão destas semanas se mostra o reserva imediado do Moreno.

O Barcelona muitas vezes joga com 11 jogadores, 10 ou 9, formados em sua base. Nomes como Messi, Iniesta, Xavi, Puyol, Fabregas... Se queremos ser campeões temos que formar mais jogadores. Que jogador podemos buscar no mercado para o meio que é melhor que Misael? Olhando a capacidade, o potencial do Tinga não é maior que qualquer outro jogador que temos por aqui para a lateral?

Ao mesmo tempo estamos formando dentro de casa os substitutos do Luxemburgo: Mabília e Roger. Toda vez que foram acionados mostraram grande qualidade e conhecem o clube como poucos. Por que Tito assumiu o lugar do Guardiola no Barça? Para manter a filosofia e por conhecer o grupo. Tenho certeza que nossa direção tem esta convicção de formar em casa e isto me tranquiliza.

O time de 1995 tinha Danrlei, Roger, Carlos Miguel, Arílson e Emerson da base e apostas como Jardel, Paulo Nunes reservas em seus times, Rivarola e Arce do mercado paraguaio. Adílson, Goiano, Dinho e Magno que tinham qualidade e experiência. E um treinador Copeiro, que era o Felipão. Este time foi vencedor, ganhou quase tudo e jogou melhor mas perdeu imerecidamente nos pênaltis pro Ajax, invicto por quase dois anos e base da Holanda de 1994 e 1998, a final daquele mundial.

Este time de hoje, que começa esta semana a busca do tri da Libertadores e do bi mundial tem algumas características positivas em relação ao ano passado.

DEFESA:
Cris é mais zagueiro que Gilberto Silva, isto é um acréscimo. Dida é um dos melhores goleiro das últimas décadas, em nível mundial, é uma múmia, de tanta faixa que já colocou e tem o Marcelo Grohe que é ainda melhor na atualidade. Pará é o lateral que faz o que o treinador manda. Alguém tem que ajudar a carregar o piano neste time tricolor. Ínsua seria o Arce canhoto desta campanha, apoia tem qualidade. Werley é disparado o melhor zagueiro que tínhamos no grupo, vai crescer com Cris. Gerson é um menino que gosto muito e pode crescer, Bressan parece ser um bom reserva. Não devem nada para Vilson e Pablo que se foram. Quando Fábio voltar seria o lateral esquerdo que acresceria pela qualidade técnica, podendo jogar em qualquer lugar pela esquerda, na defesa ou meio, com toque qualificado e liderança.

MEIO-CAMPO:
Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto mostram um meio-campo ajustado. A compra do Souza, fruto de grande esforço da direção tricolor, foi fundamental, pois com o decorrer da temporada ele se mostrou mais regular e esforçado que o próprio Fernando. Os quatro marcam gols e este é disparado o setor mais regular da equipe. Zé Roberto corre como um menino, mesmo com a idade e Elano reencontrou seu bom futebol do Santos em Porto Alegre. Acredito que esta dupla de meias, tendo um atacante de velocidade com qualidade para acionar (no caso o Vargas) podem fazer um estrago em qualquer sistema defensivo. Marco Antônio, Léo Gago, Deretti e mais jogadores que devem ser contratados dão ao Luxemburgo peças, embora de menor qualidade, que podem se encaixar bem na engrenagem. Deretti tem grande talento e pode explodir pela tricolor, somente precisa de adaptação e se mostra melhor que o trio enviado para o Figueirense.

ATAQUE:
Marcelo Moreno, Vargas, Kleber, Willian José, André Lima, Bertoglio, Leandro, Mamute e Lucas Coelho, entre outros, tem tudo para montar uma dupla de qualidade, com reposição. DUVIDO que o Luxa jogue com um trio. Somente em situações especial e no decorrer de um jogo. Este setor esta fechado e com certeza pode nos trazer muitas e boas surpresas. André Lima é gremista, apaixonado pelo clube tem entrado bem. Willian José tem sua chance de ouro nestes jogos contra a LDU. Leandro é a alternativa, com Bertoglio sempre no DM, para o Vargas. Kleber quando voltar de lesão disputa vaga com o titular Moreno, mas pode cair na do Vargas se o mesmo não confirmar todas expectativas. Luxa vai ter uma ótima dor de cabeça. E com o tempo ainda vai ter Lucas e Mamute buscando vaga neste time. Que os titulares joguem bem, porque sombra não vai faltar. E que aconteçam os gols.

O nível é tão alto de disputa que em outros momentos um time destes entraria favorito. Não entra, ainda temos que crescer e ter mais peças de reposição para disputar com Corinthians e Fluminense. E estamos no mesmo patamar que Galo e São Paulo. O que pode fazer a diferença é a nossa alma copeira e a Arena incorporar uma atmosfera de “Bombonera”, mas a torcida cresce com o time bem e vice-versa. Luxemburgo esta deixando no grupo somente os caras comprometidos com o projeto. Isto é fundamental. Este é o ano de pintar o RS, o Brasil e a América de Azul, Preto e Branco.

@gremistaoficial
@getuliovargasjr

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Grande despedida com pouco futebol!



Saudações tricolores 

A torcida gremista fez sua ultima grande homenagem ao Olímpico ao lotar o velho casarão no GREnal de despedida. 

ATorcida fez a sua parte
O jogo foi sofrível. Os desfalques tricolores foram pesados demais. A falta de grupo e qualidade também pesou, como tinha pesado contra Palmeiras e Milionários. Chegamos longe com o grupo que temos e com certeza pra em 2013 ter um futuro melhor temos que ter outros jogadores diferenciados pra se somar a Elano, Zé, Moreno e Fernando. 

A renovação do Souza e de outros atletas é a prioridade, mas precisamos também trazer jogadores fortes. Foram ventilados os nomes de Lugano, Jonas e Montijo. Seriam o tipo de reforço que precisamos. Jogadores de grupo temos e muitos que emprestamos serão reavaliados e podem ser aproveitados.

Sobre o jogo: esta falta de qualidade foi muito cara. Perdemos oportunidades e mais, poderíamos chegar hoje com o Vice garantido, bastava vencer a Portuguesa. 

Saimon é um jogador que sempre defendo mas o ocorrido de hoje foi grotesco. Falha técnica passa mas lapso mental e emocional não dá. Loss e o Varzeano tudo bem, problema deles, mas não poderíamos cair numa destas, eles queriam um fato e tiveram. Fazem pose de heróis, de vencedores. Sabemos que não. Mas não fomos competentes pra vencer. 

Agora estamos na Libertadores 2013 com calendário apertado. Faz parte. O nosso calendário é uma afronta. Se a Libertadores fosse como a Champions teríamos tempo adequado pra nos preparar jogando dois semestres esta competição. 

Esperamos que a junção dos fatores Arena, Luxa e Koff possam representar um salto de qualidade. Temos ajustes pontuais pra fazer. Naldo se recuperou e deve compor grupo. Fábio Aurélio deve poder finalmente estrear, Bertoglio deve voltar, depois de um semestre perdido pra ambos. 

Me despeço lembrando que mesmo sem títulos hoje pintamos Porto Alegre e RS de azul, preto e branco e em 2013 buscaremos a Libertadores como um rio persegue o mar! 



Getúlio Vargas Júnior -

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Hora do Adeus



Desde janeiro, na abertura da temporada com aquele jogo do Gauchão, se falava em despedida do Olímpico, último ano de convívio com a segunda casa dos gremistas, mudança pra Arena, e tudo mais. Uma realidade que, pra muitos, parecia serena e tranquila. Mas e agora, que tudo tá tão na cara, como fica?
Foto @medeiros_carlos
Foi um ano complicado, de um time que só foi começar a dar confiança pra torcida de verdade no meio do Brasileirão. Sim, isso mesmo. Acreditávamos que na Copa do Brasil tudo daria certo e sairíamos campeões, mas, no fundo, nosso time fraco nos deixava com “os dois pés atrás” e acabamos sucumbindo diante de um Palmeiras tão fraco (naquela época) quanto o nosso. E o Gauchão, bom... O Gauchão, vamos deixar pra lá...
A torcida pegou junto, abraçou, literalmente, o fator emocional do Velho Casarão, mas parece que nem isso foi suficiente. Muitos foram os jogos em que o público foi aquém do que o contexto merecia. Verdade que nem sempre o time ajudava, nem sempre a Diretoria incentivava e o torcedor acabava por preferir o conforto do sofá ou o barzinho com sua cervejinha gelada.
Ao passo que o time começou a embalar e consolidar-se na briga pelo retorno à Copa Libertadores da América e, por um momento, ao título, o público começou a melhorar e ficar naquele patamar que o Monumental acostumou-se a receber e que tanto assustava aos adversários, como o “Pofexô” Luxemburgo cansou de salientar nas entrevistas coletivas.
Chegamos a setembro, fase quente do campeonato e das festividades do aniversário do Clube e da fundação do Olímpico, e o coração começou a bater mais forte com a estreia e a possibilidade de título na Sul-Americana, que seria o último do Templo da Azenha, já que o Fluminense vinha num ritmo inimaginável na liderança do campeonato. Em outubro, passamos pela dificuldade de ver nosso time extenuado fisicamente e um ambiente de guerra política que em nada combinava com o brilho da história da nossa casa.
Enquanto isso, no Humaitá, nossa nova moradia estava progredindo de forma magistral, ficando cada vez mais bonita e povoando sonhos de que “agora vai”, e que tudo será diferente, com a magia da Arena aliada à volta do “Senhor Libertadores” Fábio Koff. Mas e o Olímpico?
O Olímpico, em novembro, voltou a ser a velha arma que amansou temíveis adversários nos anos 80 e 90 e pintaram a América e o Brasil de azul em duas vezes. Foram grandes vitórias, com a torcida, agora sim, pegando junto, com direito a uma grande virada contra o São Paulo e outras importantes vitórias dignas de levar ao êxtase até o mais chato corneteiro da Social.
Pois é, amigos. Chegamos ao final desse ano mágico e a cereja do bolo é? Um Gre-Nal, irmãos. Nossa vítima preferida, em um momento que não poderia ser melhor. Nosso Velho Campo de Batalha vai estar lotado de crianças. Sim, todos nós voltaremos a ser crianças choronas diante do triste momento de dizer adeus ao nosso lar que nos deu algumas tristezas, mas inúmeros e imensuráveis momentos de alegria e, com a boca salgada de lágrimas, diremos:
Muito Obrigado, Olímpico Monumental. Você é eterno em nossos corações!
Força e Raça, Meu Grêmio!
Por @maurinhodutra
Foto @medeiros_carlos